segunda-feira, 6 de junho de 2016

Aos Deputados Estaduais da Comissão de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários

Meu nome é Anderson Gimenes, tenho 31 anos, sou funcionário público do Estado de São Paulo e estou no exercício da profissão Agente de Segurança Penitenciária há 10 anos, profissão que me proporcionou uma experiência profissional, que além de um Agente, me fez também um Escritor e Crítico sobre o assunto "Sistema Penal", por este motivo deve ter chegado à esta casa legislativa um e-mail, de minha autoria, que veio a gerar o Item 26 da PAUTA PARA DELIBERAÇÃO CONCLUSIVA da 5ª Reunião Ordinária 01 de Junho de 2016 às 14:00 horas no Plenário D. Pedro I, que citava a frase:
“ – E-mail do Sr. Anderson Ferreira Gimenes, criticando a visita realizada pela Comissão aos presídios da região de Presidente Prudente, relatando que a realidade vista pelos deputados foi distorcida e maqueada, tendo sido preparadas para receber os deputados e, assim, demonstrando uma realidade muito melhor do que a efetivamente presente nas demais unidades do sistema prisional.”
De início fiquei muito feliz ao ver meu nome em diário oficial, que citava uma crítica minha, como item da ata de discussão de deputados, mas triste fiquei quando busquei saber sobre o que se foi discutido, pois pessoas presentes nesta reunião, vieram a me informar que minha crítica não foi muito bem recebida e até mesmo vista como uma afronta. 
Saiba que aquilo que escrevo é objetivado na busca de melhorias, exemplo disso é que sou autor da obra literária: Diário de agente de segurança penitenciária; história que relata com muita clareza o dia-dia deste funcionário tão útil e necessário, mas tão pouco reconhecido e valorizado pela sociedade e administração pública.
O objetivo central da minha obra, foi mostrar a sociedade a realidade deste profissional, que é visualizada de forma tão distorcida por todos cidadãos brasileiros, mas 4 meses após o lançamento da minha obra, só consegui mostrar esta realidade à 250 pessoas, índice de conquista muito baixo, dentro de uma sociedade, que possui mais de 200 milhões de pessoas, sendo assim quando já não via mais onde buscar formas de conquistar o público objetivado, pensei que necessitava conquistar novos leitores, foi quando lembrei de você representante público respeitável, passível de estar em interesse sobre o assunto, por se encontrar como membro participante da “Comissão de segurança pública e assuntos penitenciários” e que além de poder se tornar um leitor da obra, após leitura pessoal, possa querer oferecer tal conhecimento à outros cidadãos e de alguma forma contribuir para expansão deste conhecimento.
Venha conhecer esta obra, que relata em suas páginas 8 anos da história de um jovem que, durante seu processo de formação em Licenciatura plena em Geografia, por dificuldades financeiras, após prestar e ser aprovado em concurso público, abandonou a tudo e a todos, e partiu rumo à Grande São Paulo, para exercer a sua nova profissão "Agente de Segurança Penitenciária". De início no novo ambiente, se mostrou em pânico e um ignorante no assunto, mas que no dia a dia obteve a sua experiência profissional, que hoje lhe proporciona ser um crítico do sistema carcerário, de sua administração pública comissionada e do Governo do Estado de São Paulo, ser também alguém que consegue indicar métodos para a solução dos problemas citados, mostrando sempre a realidade, com uma pitada da história pessoal, deste profissional, tão necessário mas tão pouco valorizado pela sociedade e pelo Estado. Venha prestigiar este evento em apoio a este novo escritor, pois diz ele que em retribuição, todos que saírem deste evento com um livro em mãos saberão "imaginar-se dentro desta realidade e verás como é difícil sem o apoio necessário do Estado, ser o Agente principal na prestação das assistências: material, educacional, religiosa, social, saúde e jurídica, durante o cumprimento da sentença que busca a reinserção social, de um cidadão condenado pela Justiça, como impróprio ao convívio social e ao prestar tais assistências preservar sempre pelas suas integridades física, mental e moral. Sei que o sistema é falho e por muitas vezes não colabora para a reeducação dos sentenciados, mas também vejo que estes mesmos indivíduos, não pretendem se reeducarem e que só pensam em voltar às ruas e cometerem as mesmas atrocidades já antes cometidas e se possíveis em maiores proporções. Pois ao sair de um presídio, o “reintegrado” tem em suas mãos o diploma da “Faculdade do Crime”. "Leia e saberá como é difícil guardar tudo aquilo que a sociedade jogou fora ao julgar impróprio ao convívio social e conheça o tão quanto útil e necessário é este profissional para sociedade, mas que por ela é tão pouco reconhecido e valorizado".
http://editoramultifoco.com.br/…/diario-de-um-agente-penit…/
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